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Como vencer um hackathon de IA na saúde

10 de outubro de 2026 · equipe hackahub

#guia#ia#saúde

Hackathon de saúde não se ganha com o modelo mais sofisticado — se ganha com a demo que um jurado consegue repetir sozinho. Nas três primeiras edições do Hack Inova (Unifacens, PUC Consolação e Anhembi), o padrão dos vencedores foi sempre o mesmo: um fluxo só, funcionando de ponta a ponta, com impacto claro pra quem tá do outro lado do balcão.

1. Estude a jornada do paciente antes do evento

Na PUC Consolação, a Oracle estruturou os desafios em torno da jornada do paciente: agendamento, triagem, consulta, exame, retorno. Quem já chegou sabendo o vocabulário (triagem, fila regulada, linha de cuidado) não perdeu as primeiras 2 horas descobrindo o problema.

Antes do evento, leia sobre o tema anunciado e anote 3 dores concretas. "Sistema de saúde é ineficiente" não é dor. "Paciente que falta na consulta não avisa e a vaga morre vazia" é dor.

2. Monte o time antes, não no dia

Time formado na correria da abertura gasta a manhã inteira se organizando. O ideal é 3–5 pessoas com papel claro:

  • Dev — sobe a demo (o resto espera)
  • Domínio — alguém que entende o problema (aluno de saúde vale ouro)
  • Pitch — quem vende a ideia em 3 minutos

O HackaHub existe exatamente pra isso: monte o time pelo diretório de membros antes da edição.

3. Escopo de 24h: um fluxo só

O erro nº 1 é tentar resolver o hospital inteiro. O One Day Hospital — vencedor da 1ª edição na Unifacens — fez exatamente uma coisa: resolver a triagem de pacientes com IA, do fim pro começo.

Regra prática: se a demo não cabe num fluxo de 5 cliques, corta. Um if/else que simula o "modelo" é mais convincente que um pipeline de ML que não terminou de treinar.

4. Dados: público e pronto

Não gaste tempo raspando dados no dia. Fontes que já caem bem em saúde:

  • DATASUS / CNES — estabelecimentos, leitos, produção ambulatorial
  • Kaggle — datasets de triagem, readmissão e sintomas
  • Dados sintéticos — gerados na hora com um script de 20 linhas; declare que é sintético, jurado respeita honestidade

5. Demo ao vivo > deck bonito

Slide não vence hackathon — demo vence. E "roda no meu notebook" não é demo. Com o deploy do HackaHub, o repo do time vira uma URL pública /demo/id em ~5 minutos — veja o guia de deploy.

Dica: tenha um caminho feliz gravado (vídeo ou script de cliques). Se a internet do auditório falhar, o backup salva o pitch.

6. Pitch de 3 minutos: problema → demo → impacto

Estrutura que os vencedores repetiram nas 3 edições:

  1. 30s — a dor, com nome e número ("1 em cada 5 vagas de consulta morre por falta não-avisada")
  2. 90s — a demo rodando, sem trocadilho técnico
  3. 60s — impacto e próximo passo ("piloto em 1 UBS por 1 mês")

Não abra o pitch explicando a arquitetura. Jurado pergunta se quiser saber.

7. O que faz jurado torcer contra

  • Solução procurando problema ("fizemos um agente multi-modal" — pra quê?)
  • Métrica inventada sem fonte
  • Demo que precisa de 6 permissões e 3 contas pra abrir
  • Ignorar privacidade — em saúde, mencionar consentimento/LGPD conta ponto

TL;DR

Estude a jornada, monte o time antes, um fluxo só, demo pública rodando, pitch de 3 atos. É o que o arquivo das edições mostra — e tá tudo documentado aqui: arquivo da Unifacens, PUC Saúde e Anhembi OS 2. Boa sorte na próxima sessão — o radar tá aberto no /radar.